Capitulo 6

N/A: Poxa só duas indicações… *Sim, isso foi uma indireta*

 

Capitulo 6 – Meu primeiro dia de trabalho

POV Bella

 

 

Esperei que Alice atendesse o celular, e isso não demorou a acontecer.

 

– Bella? – A voz dela estava um tanto grogue. – PORQUE ESTÁ ME LIGANDO A ESSA HORA?

 

– Nossa… – Ri – Quanta agressividade!

 

Qual o problema deu ligar para ela as 03h00min da manhã? Não tenho culpa de não estar conseguindo dormir. Eu precisava desabafar com alguém…

 

Alice suspirou.

 

– Me desculpa. Mas o que você quer?

 

– Alice, você não vai acreditar no que aconteceu essa tarde, muito menos adivinhar quem é meu aluno.

 

– Droga! – Ela resmungou – Ligou só para falar que deu aula ao Edward?!

 

Franzi a testa.

 

– Como você sabe disso? Eu não contei a ninguém! Só pode ter sido Edward, aquele bocudo mal sai da casa dele e o garoto já espalha pra cidade to…

 

– Bella. – Alice riu – Eu sei que você ia dar aula para ele antes mesmo de você.

 

– E por que raios você não me contou?! – Joguei meu corpo para trás, me esparramando em minha cama – É um complô ou algo assim?!

 

– Não amiga Emmett nos contou ontem.

 

– Como Emmett sabia que eu daria aulas a Edward?

 

– Na verdade ele não sabia que era você, ele só nos contou que Edward ia começar a ter aulas no dia seguinte, juntamos tudo e matamos a charada.

 

Ótimo, que grande amiga eu tinha!

 

 

POV Edward

 

 

Puxei uma cadeira e me sentei.

 

– Oh… – Minha mãe colocou um prato com panquecas na mesa. – Que milagre é esse?

 

– Hein? – Me fiz de desentendido.

 

Esme revirou os olhos rindo.

 

– Edward, você sempre enrola para descer!

 

Torci os lábios.

 

– Eu vou sair mais cedo para ver se encontro algum lugar precisando de rostinhos lindo como meu para trabalhar. – Sorri.

 

Minha mãe riu. Meu pai jogou o jornal para mim.

 

– Comecem com esses aqui. – Apontou para o jornal.

 

Passei meus olhos pelo papel e torci os lábios.

 

– Babá, jardineiro, porteiro, açougueiro… – Joguei o jornal para o outro lado da mesa – Acho que eu consigo algo melhor do que isso.

 

– Você ficaria uma gracinha de babá.

 

– Mãe!

 

– Certo, certo.

 

Suspirei. Peguei uma panqueca e a enfiei na boca.

 

– Como foi à primeira aula ontem? – Meu pai indagou.

 

Sorri enquanto mastigava – com certa dificuldade – a panqueca da mamãe.

 

– Maravilhosa!

 

– Edward, não fale de boca cheia! – Minha mãe colocou um copo de leite para mim, eu o entornei.

 

– Me desculpe. – Sorri para ela e voltei a encarar meu pai. – Foi ótima, Bella é uma professora e tanto.

 

E que tanto…

 

Terminei meu café o mais rápido que pude me despedi dos meus pais e sai de casa.

 

Antes de ir para a escola, dei uma volta pela cidade e anotei os endereços das ruas em que havia restaurantes precisando de garçom ou algo semelhante.

 

Quando parei meu carro no estacionamento da escola o sinal já havia batido e quase todos os alunos já estavam lá dentro.

 

Entrei também, percorri alguns armários até chegar ao meu.

 

Felizmente, minha primeira aula era de Biologia. Menos mal.

 

– Edward!

 

Fechei a porta do armário e me virei para encarar Tânya.

 

– Oi. – Sorri.

 

– Você saiu cedo da boate, nem se despediu… – Sua mão escorregou pelo meu peito.

 

– Tive que vir embora mais cedo. – Dei de ombros. Segurei sua mão que já havia descido até o cós de minha calça – Como recompensa irei te acompanhar até sua sala.

 

– Eu estava pensando em outro tipo de recompensa… – Sua língua correu por seus lábios.

 

Ri.

 

– Quem sabe. – Joguei sua franja para trás – Vamos logo, ou iremos nos atrasar.

 

– Você sempre me enrola! – Ela resmungou.

 

Revirei os olhos e a acompanhei até sua sala.

 

Tânya era louca por mim, mas eu nunca fui para a cama com ela, sóbrio. Sim, as duas vezes que rolou algo entre nós eu estava chapado.

 

Depois de deixar Tânya em sua sala, segui para a minha.

 

Como sempre, as duas primeiras aulas foram tranqüilas, até que segui para a aula de matemática.

 

Sem dúvida, ter aula com Bella era bem melhor do que com Jacob.

 

Ela tem seios, ele não.

 

Ela tem bunda, ele não.

 

A voz dela é ávida e excitante, a dele não.

 

Resumindo… Ela é uma mulher gostosa… Ele não.

 

– Não se esqueçam. – Jacob alertou, enquanto arrumava uns papeis que estavam sobre sua mesa – Semana que vem faremos mais uma prova, então estudem.

 

– Semana que vem faremos mais uma prova… – Imitei sua fala com um tom de voz mais fino.

 

– Algum problema Cullen?

 

– Não querido professor.

 

Black fingiu não notar o sarcasmo em minha voz.

 

O sinal bateu, peguei meu caderno e sai da sala. Durante o intervalo, me sentei com o resto do time de futebol.

 

O resto das aulas passou rapidamente. Enquanto dirigia pelas ruas de Forks, vi algo que me agradou.

 

Parei o carro quase que abruptamente.

 

Olhei novamente para a placa.

 

Tinha que ser aquilo!

 

[…]

 

– Quando começo? – Sorri largamente.

 

O homem pegou algo de baixo do balcão.

 

– Agora mesmo. – Ele sorriu para mim.

 

Torci os lábios.

 

Lá se ia meu almoço.

 

– Certo. – Suspirei pegando o casaco, o apito e o boné.

 

– Espero que as crianças gostem de você. – Ele se aproximou, para sussurrar – O último treinador não durou nem um dia.

 

– Eu amo crianças! – Menti.

 

Droga, aonde fui me meter?!

 

 

POV Bella

 

 

 

– Você é tão exagerada! – Alice revirou os olhos. – Qual o mal em ajudar o garoto?

 

– Você não ia entender… – Enfiei a colher no pote de sorvete e o levei a boca.

 

– Tente me contar. – Minha amiga suspirou – Poxa, é só mais um aluno, igual aos outros que você já teve, mas, só se… OMG! – Alice levou a mão na boca – Não me diga que você está atrai…

 

– Alice, não diga merda! – Bufei – Acha que eu sou capaz de sentir algo por aquele garoto? Estou farta de homens infantis!

 

– Me desculpe ok? Mas você está um pouco… Estranha, sabe que pode contar comigo, certo? Desabafe.

 

– Não preciso desabafar. – Dei de ombros. – Esqueça o que eu disse, eu estou bem, eu estou ótima, e vou continuar bem e ótima.

 

Alice riu.

 

– Essa é uma típica fala de quem precisa desabafar.

 

– Certo. – Me levantei de seu sofá e coloquei o pote de sorvete na mesinha de centro. – É melhor eu ir embora, antes que engorde uns 3 Kg.

 

 

POV Edward

 

 

Passei a mão na testa.

 

Sol do inferno!

 

– Bom… – Soltei a bola no chão, enquanto caminhava na frente da pirralhada de 9 a 14 anos. – Eu sou Edward Cullen, o novo treinador de vocês. – Um garoto tirou o dedo do nariz e o ergueu no ar. – Diga…

 

– Devemos te chamar de Tio?

 

Torci os lábios.

 

– Não. Sou filho único, não tenho sobrinhos, e se por um acaso tivesse um sobrinho feio como você eu o afogava.

 

Os olhos deles se arregalaram.

 

Certo, era legal ser treinador. Eu mandava e eles obedecem.

 

– Treinador Cullen?! – O garoto da ponta indagou.

 

Revirei os olhos.

 

– Me chamem de mano. – Sorri.

 

– Minha mãe diz que quem fala “mano” é maconheiro.

 

– Quanto preconceito! – Joguei os braços para o ar – Me chamem do que quiser.

 

O garoto do dedo no nariz deu um passo para frente.

 

– Certo Tio Edward Treinador Mano Cullen. – Revoltado, chutei a bola nele. – Aí!

 

Os outros garotos riram.

 

– Eu deixei você falar?

 

– Não Tio Edward Treina…

 

Coloquei o apito na boca e assoprei. Todos voltaram a ficar eretos.

 

– Venham, vamos ver o que vocês sabem fazer…

 

Caminhamos até o meio do campo.

 

– E você Mano Cullen… – Um dos garotos, o que parecia ser o mais velho, se aproximou, colocando o pé sobre a bola – Sabe jogar bola?

 

– Claro. – Me gabei.

 

– Espero que saiba jogar melhor do que fechar o zíper da calça… – Apontou para o meio das minhas pernas. Olhei para baixo, realmente, meu zíper estava aberto. – GALERA, O MANO CULLEN FOI NO BANHEIRO E ESQUECEU DE FECHAR O ZIPER…

 

Por algum motivo idiota, todos riram.

 

– Isso acontece com todo mundo. – Me defendi. Constrangido, fechei o zíper. Eles ainda continuavam rindo. Peguei a bola e a joguei em minha nuca. – O que você perguntou mesmo?

 

– Até eu faço isso… – O garoto metido à besta pegou a outra bola e fez o mesmo.

 

– Certo. – Deixei a bola escorregar pelas minhas costas e bati com o calcanhar nela, trazendo-a para frente. – Vamos fazer um rachão. – Propus. – Eu contra vocês.

 

– Nois tudo? – Um garotinho indagou surpreso – Tu ta ferrado.

 

Gargalhei. Aproximei-me dele e toquei seu rosto.

 

– E você sabe jogar bola? – Indaguei irônico.

 

O pirralho deu um sorriso maligno, tomou distancia e lançou o pé no meu das minhas pernas.

 

– Eu sei chutar as suas bolas!

 

Cai de joelho no chão, me contorcendo.

 

Com a mão no saco, me levantei possesso.

 

– Agora é questão de honra. – Cuspi no chão – Eu vou detonar vocês.

 

[…]

 

– QUEM É O MELHOR?!

 

– VOCÊ… TREINADOR CULLEN. – Os garotos – que corriam ao redor do campo – gritaram em unisom.

 

Sim, eu sozinho dei conta de todos eles.

 

Convenhamos… ninguém me para com estou com a bola no pé.

 

– Drake, você vai chutar minhas bolas novamente?

 

– Não… – O garoto parou e apoiou as mãos na perna – Tio Cullen.

 

– Muito bem garotão. Venham para cá, acho que já deu.

 

Todos desmoronaram na minha frente.

 

– Você joga muito… – O mais velho, ofegou. – Foi mal.

 

– Eu sei que jogo muito. – Ri – Sou capitão do meu time na escola.

 

– Quantos anos tu tem Tio Cullen?

 

– Tenho 19 Drake.

 

– Nossa! – O garoto prendeu o riso – E ainda está na escola?

 

Bufei.

 

– Se Drake não manter a boca fechada, vocês iram dar mais sete voltas no campo. – No mesmo instante, uma chuteira foi atirada na direção do garoto, mas antes que o atingisse eu a peguei. Resolvi esclarecer. – Sem machucá-lo.

 

O resto do treino eu os dividi em dois times e deixei-os brincar um pouco.

 

Quando o treino acabou, guardei as bolas e fui para o estacionamento. Aquelas benditas crianças haviam me quebrado todo.

 

– Eí Tio! – Virei-me para encarar o pequeno chutador de bolas. Por reflexo, levei minhas mãos ao meio da minha perna. – Eu não vou chutar seu saco. – Ele revirou os olhos – Pode me dar uma carona?

 

– Qual é pirralho, sou seu treinador, não seu motorista.

 

– Por favor… – Ele pulou, insistindo – Meu pai vai me descer o cacete se eu chegar atrasado em casa.

 

Suspirei. Abri a porta de trás e dei espaço para que ele entrasse.

 

– Só não se acostume.

 

– Valeu tiozão! – O pivete entrou e eu fechei a porta.

 

Assumi o volante e olhei para trás

 

– Onde você mora?

 

– Na mesma rua que você. – Sorriu prendendo o sinto.

 

– Hein?! Como eu nunca ti vi.

 

Ele deu de ombros.

 

– Você sempre passa no carro, uma vez eu tentei falar com você e você me mandou ir chupar chupeta.

 

– Ah… – Dei um sorriso constrangido – Foi mal.

 

– De boa. – Deu de ombros e jogou o cabelo para o lado- agora vamos logo, senão to lascado.

 

– Vamos embora. – Sorri. Liguei o carro e arranquei com ele.

 

 

Alguns dias Depois…

 

 

Cheguei em casa exausto, aquelas crianças me matavam.

 

– Querido! – Minha mãe se sentou ao meu lado, no sofá me abraçando – Como foi no serviço? Quase que não nos vemos mais.

 

– Cansativo. – Sorri – Mas eu e as crianças estamos nos dando bem.

 

– Ótimo. – Riu – E as aulas com Isabella?

 

– Cada dia melhor. – Dei de ombros – Amanhã terei prova na escola, será a chance de ver se tudo isso está dando certo mesmo.

 

Ela sorriu e beijou meu rosto.

 

– Claro que está dando certo. – Ela se levantou – Vem, vou arrumar algo para você comer.

 

Depois de comer a deliciosa comida que minha mãe fez, subi para meu quarto tomei um banho e desmoronei na cama.

 

O que adiantava trabalhar se isso não estava me ajudando nada com Bella, lembro-me muito bem de quando dei a novidade a ela.

 

 

– Pequeno Flash Back –

 

– Bella… – Sorri entusiasmado – Adivinha?!

– O que? – Ela riu, sem tirar os olhos do papel.

– Arrumei um emprego. – Mordi os lábios.

– Hm… – Levantou os olhos do papel e arqueou uma sobrancelha – Legal.

 

 

Legal?!

 

Ela poderia ter pulado em meu colo, enlaçado meu pescoço e abocanhado meus lábios e dizer “Agora vamos subir para seu quarto, vou te mostrar algo mais legal”, mas não, ela me veio apenas com um “Legal”.

 

Suspirei frustrado.

 

O pior, é que eu estava me apegando aos pirralhos.

 

Fechei os olhos e acabei dormindo. Despertei com o alarme do meu celular, estava na hora de me arrumar para ir ao meu treino, com Emmett.

 

Troquei-me o mais rápido possível, quando cheguei à escola eles já estavam começando.

 

– Atrasado de novo. – Emmett alertou.

 

– Desculpa. – Passei a mãos nos cabelos – Acabei pegando no sono.

 

– Fiquei sabendo que está trabalhando. – Ele riu – Então aquele lance de entrar na linha é verdade?

 

– Pior. – Sorri – Mas quem te contou?

 

– Bella. – Deu de ombros e revirou os olhos – Ela está toda orgulhosa do aluninho.

 

Meu sorriso aumentou.

 

– Está mesmo?!

 

– Sim cara. – Treinador Swan deu um soco em meu ombro – Borá treinar.

 

Ri sozinho.

 

Então Bella andava falando de mim… E estava orgulhosa…

 

Menos mal.

 

Meu cansaço todo pareceu se dissipar, sem duvida, aquele foi o melhor treino.

 

– Edward. – Emmett correu até mim – Hoje é domingo, Eu, Jasper e as meninas vamos naquela boate, está a fim de ir?

 

– Obviamente.

 

– Certo, nos vemos lá.

 

Dessa noite, Bella não me escapa.

 

 

=== X ===

 

 

N/A: Não escapa mesmo MUAHUAHAUHA

Ansiosas pelo próximo capitulo?! Pois é, ele vem logo ok?! (:

 

Beijooos

 

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