Capitulo 16

Nyah ta ruim pra postar!!! :@

 

Aqui Jaz Camila de Freitas Cocenza morta por um soco, um tiro, uma facada, uma tabuada, e até mesmo uma bomba… COMO VOCÊS SÃO MÁS!

 

Enfim!, vim trazer mais um post para vocês! Não sei se ficou lá muito bom, mas espero que vocês gostem!!! 🙂

 

Sorry pelos erros que terão no capitulo. A beta Kah sumiu 😦

 

Foi difícil achar alguém para ser Anthony, mas acho que combina… Minha amiga Amanda que sugeriu *-* Espero que gostem! Mas acho que ele não parece ter 5 anos…

 

Foto de Anthony

http://i924.photobucket.com/albums/ad87/CaahCocenza/Anthony.png?t=1286831527

 

***

2º Fase – Capitulo 16 – O Jantar (Part.II)

 

[N/A: Esse trecho vai ser narrado em 3º Pessoa, podendo assim, mostrar o ponto de vista de todos]

 

♪ The Fray – Never Say Never

 

http://www.4shared.com/audio/Hi_cQpb5/05_The_Fray_-_Never_Say_Never.htm

 

***

Todos que estavam ali, sentados ao redor da mesa, tinham os olhos fixos nos dois corpos que ainda permaneciam abraçados. Edward podia sentir seu ombro molhado, Bella notou o mesmo. Os dois choravam. Nada precisava ser dito, eles estavam satisfeito só com o prazer de sentir seus corpos tão próximos… Quantas noites sonharam em estar assim, juntos, um nos braços do outro…

 

Tânya tentava entender o que acontecia ali “De onde Edward pode conhecer Bella?! Eu morei aqui por mais de quatro anos e jamais os vi juntos” A inveja estava explicito em seus olhos, Tânya cobiçou Edward desde o primeiro momento que o viu, e em sua cabeça, ele era dela. Afinal, aquele homem tem tudo o que ela quer: Muito dinheiro.

 

Emmett, Carlisle e Esme, observavam o casal, maravilhados. Já era à hora de Edward e Bella se reencontrarem, os três já não suportavam o modo como Edward estava vivendo. Sempre viam em seus olhos a dor de não ter a amada ao seu lado, ele nunca mais foi o mesmo desde que se separaram.

 

Esme desviou o olhar dos dois para fitar o pequeno garoto que se sentou na cadeira, algo em sua cabeça dizia que ela já havia o visto em algum lugar, mas isso é impossível, Anthony nunca saiu de LA. Talvez algo nele a fizesse lembrar-se de alguém…

 

Rosálie e seus pais estavam tão perdidos quanto Tânya.

 

Renée parecia satisfeita. Já não suportava a culpa que a atormentava, mas por outro lado sabia que aquele reencontro poderia fazer com que a sua relação com Bella ficasse pior do que já estava. Principalmente se tudo viesse à tona. Ela sabia que não conseguiria manter aquilo por muito tempo.

 

Todos estavam concentrados em Bella e Edward, todos exceto Anthony, que tentava manter sua cabeça para a direita, enquanto seus olhos iam para a esquerda, diretamente ao decote de Rosálie. O pequeno sabia que aquilo era errado, mas parecia ser mais forte que ele. Jamais pensou em se interessar por uma garota, para ele, elas eram nojentas e frescas. Mas Rosalie não era uma garota, ela era uma mulher!

 

Como um imã, o garoto se ajoelhou na cadeira e foi se inclinando…

 

O Cullen-lesado, que agora estava sentado e com um sorriso bobo no rosto feliz – por saber que a hipótese de que um dia seu irmão mais novo viraria gay desapareceu – viu o pequeno garoto inclinando-se em direção a sua noiva.

 

– HEY! – Emmett socou a mesa.

 

O garoto estava tão atento na loura, que com o barulho do soco, perdeu o equilíbrio, caindo da cadeira.

 

O Som de Anthony e a cadeira chocando-se no chão, fez com que Bella e Edward se separassem quase que abruptamente, a morena viu seu sobrinho no chão, mordendo os lábios, tentando conter o choro. Ele não queria chorar na frente de Rosalie e passar a impressão de fraco, chorão e tarado.

 

– Anthony! – A morena enxugou os vestígios de lágrimas em seu rosto e caminhou até o garoto.

 

 

POV Edward

 

– Anthony! – Bella desvencilhou-se de meus braços e foi acudir o garoto. – Você se machucou? Mostre-me aonde dói!

 

O garoto revirou os olhos marejados, levantou-se e limpou sua calça.

 

– Não está doendo nada, esqueceu? Eu sou homem!

 

Bella riu apertando sua bochecha.

 

– Vem se… – Ela virou-se para me olhar e suspirou –… Sentar.

 

Permaneci alguns segundos parado, eu não sabia o que fazer…

 

Sempre imaginei como seria esse momento, mas agora, eu parecia um bobo. Levantei a cadeira que estava caída e me sentei entre Rosalie e Tânya, de frente para Bella.

 

– Seu… filho?! – Minha mãe perguntou a Bella.

 

– Oh, não! – Ela riu. – Meu sobrinho.

 

– Não sabia que você tinha irmã…

 

– Eu sou adotado, mas muito amado. – O garoto falou, depois sorriu. – Tânya banana! Sentiu saudades?!

 

– Anthony. – Bella o repreendeu.

 

– Olha a cor do cabelo dela. – O garoto apontou para Tânya – Cor de banana. Eu odeio bananas!

 

Todos tentaram conterem o riso.

 

– Depois dessa, eu até te perdôo por ter dado encima da minha mulher. – Meu irmão riu.

 

O garoto fechou a cara para Emmett.

 

– Pelo que vejo ainda não te educaram… – Tânya bufou.

 

 

POV Bella

 

 

Apertei a perna de Anthony por de baixo da mesa.

 

– Não me aperte! – Ele pediu – Foi você mesmo quem deu o apelido!

 

Senti meu rosto pegar fogo.

 

– Pudera! – Emmett riu. – Mas olha que coisa! Parece que o destino quer mesmo que nossas famílias se unam, não é Bellinha?!

 

Fingi não entender o que ele disse.

 

– Espera! – Rosalie pediu, confusa. – Vocês ainda não me responderam! De onde se conhecem?!

 

Cocei meu pescoço, nervosa, tentando encontrar uma resposta. Mas foi Edward quem respondeu.

 

– Morávamos na mesma cidade…

 

– Não me diga que… – O queixo de minha prima caiu – Isa é… aquela Isabella.

 

– Não me diga que você é…  “A mina do twitter”?!

 

– E vocês falavam que ela era imaginaria… – Emmett zombou.

 

Rimos.

 

– Então se formou em medicina?! – Carlisle indagou, sorridente.

 

Era incrível como os homens daquela família pareciam rejuvenescer…

 

– Sim. – Respondi – Consegui realizar esse objetivo.

 

– Você cresceu tanto! – Tia Elizabeth exclamou, ela estava sentada ao meu lado – Quanto tempo não nos vemos, uns dez anos?!

 

– Por ai, a última vez que nos vimos foi no meu aniversario de 15 anos.

 

– Bella. – Tio John inclinou-se para tocar minha mão, que estava sobre a mesa. – Sentimos muito por Charlie, realmente não pudemos vir.

 

Encolhi os ombros, eu não gostava de falar sobre aquilo.

 

– Certo.

 

Os Cullens pareciam confusos, Edward cerrou os olhos.

 

– O que… houve com Charlie?!

 

Não respondi.

 

– O vovô foi pro céu. – Anthony apontou para o alto.

 

– Sinto muito.

 

– Podemos mudar de assunto?! – Pedi desconfortável.

 

– Claro.

 

O assunto cessou.

 

Olhei para Edward, ele me encarava.

 

A ficha ainda não tinha caído!

 

Edward… Oh meu Deus! Edward!

 

Parei para olhá-lo melhor. Como era possível ele estar mais lindo ainda?!

 

Seu rosto estava mais definido, ou melhor, ele estava mais definido… De onde vieram aqueles braços grandes e másculos?!

 

Sem duvida, ele estava muito… gostoso.

 

Foto Edward

 

 

POV Edward

 

Bela me olhava de uma forma estranha, de repente, sorriu.

 

Retribui ao sorriso.

 

Ela estava tão perfeita… Seus cabelos um pouco maiores e com um corte diferente, seu corpo mais… Desenvolvido.

 

No entanto, ela sempre seria a minha Bella. Minha primeira namorada, minha primeira mulher, meu primeiro amor, e q…

 

Meu raciocínio parou, quando senti uma mão em minha coxa.

 

Olhei para Tânya assustado, ela sorriu maliciosamente, movendo sua mão.

 

– O que está fazendo sua louca?! – Levantei-me da cadeira.

 

A atenção de todos veio para mim.

 

– Qual o problema filho?! – Minha mãe perguntou.

 

– Eu não quero sentar aqui. – Falei.

 

– Qual o problema?! – Tânya revirou os olhos. – Você é gay?!

 

– Não, eu não sou gay! – Bufei.

 

– Sente-se aqui garoto.

 

Arqueei uma sobrancelha. Como assim, Renée falando comigo? O que houve com toda aquela hipocrisia? Ou será que era novamente só uma mascara de bondade?! Ela já fingiu uma vez, pode muito bem fingir de novo.

 

Mas eu não ia ficar ao lado de Tânya.

 

– Certo. – Respondi.

 

Dei a volta e me sentei ao lado do garoto deixando-o entre Bella e eu.

 

– Vamos fazer nossos pedidos?! – Rosálie perguntou.

 

– Claro.

 

A loura acenou para o maître que se aproximou, entregando-nos os cardápios.

 

Peguei um e torci os lábios.

 

– Está tudo em Braile… – Emmett murmurou – Eu não sei Braile!

 

– Emm, Braile é para cegos. – Bella riu – Isso aqui está escrito em Francês. – Ela virou-se para o garoto – O que vai querer Anthony?!

 

O garoto desviou os olhos de Rosalie e sorriu para Bella.

 

– Batata-frita e Milk Shake, têm?!

 

– Que coisa de pobre… – Tânya revirou os olhos e virou-se para o maître. – Vou querer escargot.

 

Bella ignorou Tânya e voltou a falar com o garoto.

 

– Acho que não tem batata-frita aqui… – Ela riu – Que tal… hm… – Olhou o cardápio – strogonoff de frango?

 

– O que tem nisso ai?!

 

– É o mesmo que comemos semana passada, lembra que eu liguei para cá e entregaram?! Só que aquele era de carne.

 

– Pode ser!

 

Bella virou-se para o maître.

 

– Dois strogonoff de frango.

 

Eu, Emmett, Carlisle e Esme, pedimos o mesmo.

 

POV Bella

 

Depois que fizemos nossos pedidos, voltei minha atenção a Rosalie.

 

– Então, quando sai o casamento?!

 

– É sobre isso que eu queria falar com vocês… – Ela mordeu os lábios.

 

– Diga.

 

– Rosalie queria fazer o casamento na casa da praia – Tia Elizabeth começou – Só que a nossa está em reforma para a festa…

 

Minha prima sorriu para mim e virou-se para minha mãe.

 

– Tia, você poderia nos deixar ficar na sua casa de lá?!

 

– Bem… a casa é de Bella.

 

– Ah, sem problemas. – Sorri. – Só me avisar quando irão, ligo para Marie para que ela de uma limpeza.

 

– Obrigada! – Rose vibrou – Mas, minha intenção era que todos nós ficássemos lá, até o casamento.

 

– Não sei… – Suspirei – Não posso deixar o hospital…

 

– Vamos tia! – Anthony agarrou meu braço. – To loco pra ir à praia, faz mor tempão que a gente não vai.

 

– Não sei Thony, a Tia tem que trabalhar.

 

– Por favor… – Ele fez bico.

 

– É, por favor.

 

Arqueei a sobrancelha.

 

Até Edward?!

 

– Mas filho, você disse que precisava voltar para Londres… – Esme falou confusa.

 

Londres?! Como assim Londres?!

 

– Eu falei isso?! – Ele franziu a testa – Não falei não.

 

– Falou sim. Disse que só ia no dia que fossemos casar. – Emmett o desmentiu.

 

– Certo. – Edward Bufou nervoso – Mas eu posso mudar de idéia, não posso?!

 

– Claro que pode. – Emm riu.

 

– Vai tia, diz que sim! – Anthony voltou a pedir.

 

– Vou fazer o possível. – Toquei seu cabelo.

 

– Que ótimo! – Rosalie sorriu – Vamos ter tempo suficiente para colocarmos as novidades em dia… – Ela olhou para Edward depois voltou a olhar para mim – Que parecem ser muitas.

 

A conversa continuou até que nossos pratos chegaram.

 

– AI MEU DEUS! – Anthony exclamou apontando para o prato de Tânya, chamando a atenção de todos – TEM UM CARAMUJO O PRATO DA TANYA BANANA!

 

– Anthony. – Eu segurei seu ombro – Aquilo não é caramujo.

 

– Claro que é eu vi no Animal Planet! – Ele contestou. – Ew!

 

– Certo mocinho, você não acha que está falando muito hoje?!

 

– Me desculpa tia… – Ele encolheu os ombros.

 

– Não estou brigando com você. – Toquei sua bochecha – Só tente se controlar.

 

– Ok, tia… – Ele sorriu. Tomou seu talher e passou a comer.

 

– Esse menino é uma gracinha. – Esme riu. – Tão fofinho.

 

– Viu tia, até ela percebe…

 

Revirei os olhos.

 

– Anthony, coma.

 

– Ta, ta. – Ele comeu um pouco e parou, olhou para Rosalie arqueou uma sobrancelha e piscou. Rose ficou rubra com a atitude. Anthony riu e começou a cantarolar – You’re beautiful. You’re beautiful. You’re beautiful, it’s true. (Você é linda. Você é linda. Você é linda. É verdade)

 

*James Blunt – You’re Beautiful*

 

– Anthony! – Segurei seu maxilar e o virei para mim, aproximei meus lábios do seu ouvido – Pare, ou vai ficar sem TV.

 

– Ah não… – Resmungou. – Eu juro que paro.

 

– Você já viu o tamanho do noivo dela?! – Apontei para Emmett – Ele da cinco de você!

 

– Ok. – Ele beijou minha bochecha – Vou esperar quando ele estiver longe.

 

É. Anthony não tinha jeito!

 

– Me passa o sal ai Tânya-Banan… – Emmett começou a pedir, mas parou e sorriu amarelo. – Quero dizer, Tânya, me passa o sal.

 

[…]

 

– E Jasper?! – Indaguei a Rosalie.

 

– Jazz não pode vir, está em Vancouver, talvez volte semana que vem.

 

Um barulho de bip começou a tocar.

 

– Me desculpem, deve ser o meu… – Abri minha bolsa e retirei o pequeno aparelho.

 

– Hospital?! – Anthony resmungou.

 

– Sim pequeno… – Mordi os lábios – Preciso ir, deve ser importante.

 

– Mas já?! – Edward balbuciou.

 

– Eu gostaria de ficar, mas não posso. – Virei-me para Anthony e lhe dei uma nota – Te vejo em casa. Pague o taxi, homem.

 

Ele riu.

 

Levantei-me e dei a volta, parando ao lado de Renée.

 

– Pague a conta. – Lhe dei o cartão, depois pisquei para Rosalie – Presente aos noivos.

 

Despedi-me de todos e sai de lá.

 

Foi mais doloroso do que eu pensei que seria…

 

Foi difícil caminhar deixando Edward para trás.

 

– Senhora, o seu carro vai demorar um pouco para chegar. – Um segurança falou.

 

Olhei para as pessoas que esperavam seus carros, eram muitas.

 

– Certo, eu mesmo o retiro do estacionamento.

 

Peguei minha chave.

 

 

POV Edward

 

 

Antes de Bella ir, ela acenou para mim.

 

Droga! Novamente ela ia para longe de mim, mas dessa vez era diferente, agora não havia mais como ela sumir. Se fosse preciso, eu iria atrás dela até no inferno.

 

– O que está fazendo aqui com essa cara de bundão?! – Emmett socou meu ombro.

 

– Hm?!

 

– Vai atrás dela seu idiota!

 

– Ela já deve ter ido… – Suspirei.

 

– Não custa nada tentar.

 

É, Emmett tinha razão.

 

– Eu já volto. – Me levantei da mesa, e caminhei em passos largos e rápidos para a saída, havia varias pessoas esperando seus carros, menos Bella. – Oi, uma morena de cabelos castanhos já pegou o carro?! – Perguntei ao segurança.

 

– Ela falou que não poderia esperar pelo carro, decidiu pega-lo por si própria. – Ele apontou para o estacionamento.

 

– Obrigada.

 

Corri para lá, mas nada de Bella. Procurei por entre os carros, até que eu a vi caminhando em direção a uma BMW preta.

 

Quando enfim, consegui alcança-lá, Bella já estava abrindo a porta.

 

– Bella! – Ofeguei fechando a porta. Ela me olhou assustada. Não dei tempo para que ela falasse, só a abracei. – Não diga nada… – Pedi – No momento não quero saber se você é comprometida ou se não me quer… só me abraça, me abraça bem forte. – Ela fez o que eu pedi. Seus braços enlaçaram meu pescoço e sua cabeça pousou em meu ombro. Eu podia sentir sua respiração descompassada batendo contra meu pescoço. – Se o dinheiro era o problema, agora já não é mais. Renée pode pegar tudo, não vou me importar. – Fechei os olhos aspirando seu delicioso cheiro. – Se eu sou o que sou hoje, foi por você…

 

– Eu senti tanto a sua falta…

 

Aquelas palavras que sairam de seus lábios foi como estopim para mim. As lágrimas que estavam acumuladas caíram. Não me importei em chorar, a felicidade era imensa eu precisava mostrar a ela o quanto era importante para mim.

 

Tirei meu rosto de seu pescoço para olha-lá. Seus olhos estavam fechados, sua maquiagem borrada. Acariciei sua bochecha com as costas de meus dedos. Ela inclinou sua cabeça, apreciando o toque.

 

Rocei meu polegar em seus lábios entreabertos.

 

Seus olhos se abriram. Sustentamos o olhar um do outro por longos segundos, colei minha testa a sua e entrelacei nossos dedos.

 

– Nós precisamos conversar. – Sussurrei.

 

Ela mordeu os lábios e assentiu, concordando.

 

Rocei meu nariz em seu rosto, sentindo a textura de sua pele incrivelmente macia. Seus lábios estavam tão próximos… Quando estava pronto para abocanhá-los, seu celular tocou.

 

Suspiramos frustrados.

 

Bella abriu sua bolsa tirando de lá o aparelho e o atendeu.

 

– Alô?! – Ela atendeu. – Eu já estou quase chegando Aro. – Mentiu – Ok.

 

Ela desligou o aparelho e voltou a me olhar.

 

– Você precisa ir certo?!

 

– Sim, é o meu trabalho. – Bella ficou na ponta dos pés e beijou minha bochecha – A gente vai ter muito tempo para conversar.

 

Sorri.

 

– Se eu não soubesse disso, acha que eu estaria deixando você ir?!

 

Ela riu.

 

– Então… Tchau.

 

– Tchau. – Segurei seu rosto em minhas mãos. Beijei sua testa, olhos, nariz, bochecha e quanto estava alcançando seus lábios, seu bip apitou.

 

– Coisa do inferno! – Ela vociferou, passando a mão pelo cabelo, nervosa. – Nos vemos em breve.

 

Bella virou-se para entrar no carro, mas puxei-a pelo braço fazendo com que ela viesse contra meu peito.

 

Pressionado meus lábios gentilmente contra os dela. Depois de tanto tempo pude sentir novamente o calor de sua boca macia contra a minha.

 

Suas pequenas vieram para minha nuca, enquanto nossos lábios permaneceram unidos e imóveis, somente sentido um ao outro. A segurei com firmemente pela cintura e rocei meus lábios nos seus. Involuntariamente, arfou abrindo a boca, o que me deu a oportunidade e o consentimento para sugar seu lábio inferior suavemente. A sensação foi tão complexa que meu estômago se contraiu em um nervosismo gostoso. Bella ficou na ponta dos pés, ansiando por mais. Eu não a decepcionei e finalmente coloquei minha língua dentro da minha boca. Foi delicioso senti-la contra a minha, massageando-a conforme seus lábios umedeciam os meus.

 

Todas as sensações adormecidas se despertaram dentro de mim.

 

O beijo que começou suave seguiu seu próprio curso, levando-me a explorar a boca de minha Bella e deixando que invadisse a minha com sua doçura e sensualidade.  Nosso desespero tornava o beijo delicioso. A forma urgente com que sugava a minha língua e o leve tremor de seus lábios faziam com que eu relembrasse cada toque e beijo que já trocamos, mas nenhum deles se comparavam a esse.

 

O que tornava esse beijo mais especial era a saudade que sentíamos um pelo outro.

 

Tão cedo o ar começou a faltar. Nós nos separamos colei minha testa na dela e sorri. Ficamos assim por um tempo, até que seu celular começou a tocar.

 

Os mais lindos olhos se reviraram.

 

– Vá. – Pedi – Amanhã eu te procuro.

 

Ela sorriu e colou seus lábios nos meus mais uma vez.

 

Abri a porta de seu carro e a fechei depois que ela entrou. Bella abaixou o vidro, aproveitei para tomar seus lábios mais uma vez.

 

– Tchau… – Ela sussurrou.

 

– Tchau.

 

E assim, ela ligou o carro e saiu.

 

Fiquei um tempo parado, relembrando tudo o que aconteceu.

 

Olhei para os lados e não avistei ninguém. Dei uma olhada para o portão, Bella já havia saído.

 

Deixei meu corpo relaxar. Flexionei meus joelhos e balancei o popozão.

 

– Yay! Eu consegui, ah, ah, eu consegui, ah ah eu, eu ah, eu consegui. – Fiz minha própria rima enquanto segurava minha canela deixando minha perna dobrada e sacudindo meu corpo para frente e para trás.

 

Logo, me recompus, ajeitei minha gravata e voltei para dentro do restaurante, todo sorridente.

 

– O que é, viu passarinho verde?!  – Meu pai indagou.

 

– Se é esse o novo apelido de Bella… – Meu irmão zombou.

 

Ri. Meu humor estava diferente, há tempos não me sentia tão solto e feliz.

 

Tânya me encarava com a cara fechada. Se ela achou que um dia teria chances comigo… pobre coitada.

 

– Vó… – O garotinho que estava ao meu lado resmungou – Estou com sono.

 

– Certo. – Renée sorriu para ele – Vamos embora então?!

 

– Por favor… – Ele bocejou.

 

– Nós também já estamos indo. – Elizabeth falou.

 

– Eu levo vocês. – Falei para Renée.

 

– Não precisa se incomodar Edward, nós pegamos um taxi.

 

– Não vai ser incomodo.

 

– Querido, vamos com você.  – Minha mãe falou.

 

Eu não ia perder a oportunidade de saber a onde ficava a casa de Bella. Talvez eu pudesse até arriscar abrir a porta e empurrar Renée enquanto o carro estivesse em movimento…

 

Certo, primeiro eu teria que deixar o garoto no porta malas para sumir com a testemunha…

 

Ok, ok, essa idéia não ia dar certo…

 

Seria mais fácil quando estivéssemos em Miami, eu poderia afoga-lá.

 

Sorri com meus pensamentos maldosos.

 

Mas… eu não ia estragar minha carreira por ela.

 

– Então, vamos?! – Indaguei.

 

– Vamos Tio Edward! – O garoto pulou para meu colo – Posso te chamar de Tio né?!

 

– Claro que pode sobrinho. – Baguncei seus cabelos.

 

Anthony pulou do meu colo e deu a volta na mesa, parando entre Renée e Rosalie.

 

– Tchau Rose… – Ele ficou na ponta dos pés para beijar o rosto dela.

 

– Tchau Anthony.

 

Saímos nós três do restaurante, o manobrista trouxe meu carro.

 

– Uau, um volvo! – O garoto correu até o carro e acariciou a lataria – Posso ir dirigindo?!

 

Ri.

 

– Sua tia me mataria…

 

[…]

 

– Ei tio! – Anthony me chamou. – O que faço para conquistar uma mulher?!

 

Arregalei meus olhos.

 

– Você é tão… novo para pensar nesses tipo de coisas. – Ri.

 

– Ele está apaixonado. – Renée falou – Por Rosalie.

 

– Ixi, ela tem noivo. – Informei.

 

– Eu não tenho ciúmes. – Ele deu de ombros e virou-se para minha mãe. – Moça, se importa se eu deitar? To cansado.

 

– Ah, claro que não.

 

– Brigado.

 

Pelo retrovisor eu o vi deitar a cabeça no colo de minha mãe e jogar as pernas no colo de Renée.

 

– Espero que você não se apaixone por minha mulher… – Meu pai, que estava sentado ao meu lado, brincou.

 

– Certo… – Anthony bocejou – Meu coração é da loura, não que as ruivas sejam feias… ah vocês entenderam.

 

Prendi o riso.

 

Depois de um tempo parei o carro em frente ao prédio que Renée indicou. O garoto havia dormido, seria difícil ela levá-lo.

 

– Eu o carrego. – Falei abrindo a porta do carro, e dando a volta.

 

Esperei Renée sair para pega-lo nos braços.

 

 

Meus pais ficaram no carro.

 

Entramos no prédio e pegamos o elevador para o 8º andar. Fiquei encostado de um lado e Renée do outro, era horrível ficar no mesmo espaço que ela depois de tudo o que falou e me fez.

 

As portas se abriram. Ela saiu primeiro e eu a segui.

 

O garotinho balbuciou algo, mas logo voltou a dormir. Se eu não soubesse que ele era adotado diria que era a cara de Bella, principalmente os olhos e nariz.

 

– Por aqui. – Renée abriu a porta do apartamento e entramos – Ponha-o aqui no quarto de Bella, por favor.

 

– Ele não tem um quarto?! – Indaguei.

 

– Tem, mas geralmente ele acorda a noite e vai dormir com ela. – Riu.

 

Ri deixando meus olhos pousarem novamente no garoto. Ele era engraçado e parecia ser muito apegado a Bella.

 

Renée abriu a porta do quarto. Esperei que ela puxasse o edredom e o deitei na cama.

 

Dei uma olhada ao redor. O quatro era bem a cara de Bella. Os moveis eram mognos, o sofá, os lençóis e o criado-mudo eram brancos. Um contraste incrível.

 

– Obrigada garoto.

 

– De nada.

 

Dei as costas e sai do quatro. Não precisávamos fingir sermos os melhores amigos.

 

Voltei para o carro.

 

– O que aconteceu entre Bella e você?! – Minha mãe logo perguntou. Sorri.

 

– Nós nos beijamos. – Mordi os lábios, recordando o seu gosto – Combinamos de conversar.

 

– E a mãe dela? – Meu pai indagou.

 

– O que é que tem Rennée?!

 

– Ela te… tratou mal?!

 

– Não. – Dei de ombros – Mas estou pouco me lixando para ela. Eu juro que dessa vez não irei deixar com que ela estrague tudo. Eu já sofri demais, não quero mais viver longe de Bella.

 

Liguei o carro e dirigi para a casa dos pais de Rosalie. Quando chegamos, fui para meu quarto. Eu não queria falar com ninguém, só precisava ficar um pouco sozinho pensando em tudo o que havia acontecido essa noite.

 

Mas de uma coisa eu tinha certeza: Amanhã eu procuraria Bella.

 

 

***

 

N/A: Uaaaeee! o/ huahau Euri escrevendo esse capitulo, não quis deixa-lo muito clichê, nem dramatico, em melancolico 🙂 Espero que tenha agradado a todas.

 

Comentem!!! Preciso saber o que estão achando!!!

 

INDIQUEM!! *—* fique ta carente disso!

 

Obs: Eu trouxe varios post’s, agora preciso atualizar minhas outras fanfics, sinto dizer mas preciso de uma semana até o proximo post.

 

Talvez eu traga o capitulo antes, eu sempre me empolgo…

 

I’m Sorry, O Reencontro e Não era para ser assim estão no fim, terei mais tempo para escrever o/ *I’m sorry terá continuação*

Beijoooos! 🙂

 

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