Capitulo 13

Capitulo 13 – Esperança

PDV Renesmee

Minha cabeça estava latejando, tentei abrir meus olhos, mas eles estavam pesados demais.

– Ela vai acordar… – Uma voz linda e fina soou próxima a mim.

Concentrei-me nos sons ao meu redor, mas nada era auditivo. A única coisa que podia ouvir era o zumbido de um coração acelerado, o coração de Jacob. Captei no ar oito tipos de cheiros, só distingui tia Rosalie e Jacob os outros eram desconhecidos, mas eu já sabia quem era eles, se tia Rosalie estava aqui isso significava que…

– Sim, nós, os Cullens, estamos aqui…

A pessoa respondeu meus pensamentos, e eu sabia muito bem quem era minha mãe já havia me dito o dom de Edward, do meu…

– Sim… – Sussurrou.

Abri meus olhos e pulei para o mais longe possível, eu me arrepiei toda em saber que estava tão perto do vampiro que me rejeitou.

– Não, eu não te rejeitei… – Ergueu os braços frustrado. – Eu só não sabia o que ia acontecer com Bella, eu temi por sua morte…

Agachei-me em posição de ataque e o observei, Edward era realmente lindo – como minha mãe já havia me dito -, seus cabelos bagunçados em um tom cobre, rosto jovem.

– Nessie, querida! – Me assustei quando o corpo de tia Rosalie chocou-se contra o meu. – Oh minha querida, vai ficar tudo bem, não precisa ficar assustada…

– Cadê… – Olhei sobre seu ombro, buscando minha mãe – Céus! Cadê minha mãe?!

– Nessie acalme-se! – Tia Rosalie enlaçou-me pela cintura, enquanto eu me debatia.

– Fique calma querida.

– COMO FICAR CALMA SE MINHÃ MÃE NÃO ESTÁ BEM?!

Senti meu perto inflar e meus olhos irem fechando, era minha parte humana mostrando cansaço.

[…]

– Nessie você precisa se alimentar…

Era tia Rosalie tentando me convencer a ir caçar ou pelo menos comer algo.

Não respondi, continuei ali, deitada na cama de minha mãe sentindo o seu cheiro.

– Renesmee, se você não sair desse quarto agora eu vou ser obrigada a arranca-lá a força.

– Tia, deixe-me só. – Implorei.

– Faz uma semana que eu ouço você falar isso!

Arfei… Uma semana? Como assim?

Não havia percebido o tão desligada do mundo eu estava.

Uma semana sem minha mãe… eu nunca havia passado uma hora longe dela, imagine uma semana.

Enterrei minha cabeça em seu travesseiro e fechei os olhos lembrando de todos os momentos que passei com ela, comecei a chorar.

Senti uma mão alisando minha cabeça, eu não precisava erguer a cabeça para ver quem era, eu sabia que era Edward.

– Eu juro que vou traze-lá de volta… – Sussurrou.

Eu sabia que não devia ignorá-lo, era evidente o amor que ele sentia por minha mãe…

Sentei-me na cama e o encarei. Seu semblante era de dor, seus olhos estavam com marcas roxas, se ele não fosse vampiro eu poderia afirmar que ele não dormia há dias.

– É que eu não fui caçar… – Deu de ombros. Edward ergueu a mão e tocou minha bochecha, derrapando sua mão até meus olhos – Você também está péssima.

Virei-me para encarar o espelho e reprimi um grito. Eu estava horrível, parecia uma morta viva. Mas do que adiantava ficar linda se minha mãe não estava aqui para me elogiar…

– Não fique assim, Bella vai voltar se for preciso eu mesmo vou busca-lá.

Não sei o que deu em mim, mas em um impulso joguei-me em seus braços e enterrei meu rosto em seu pescoço. Não sei exatamente quanto tempo ficamos assim, eu chorando em seu ombro e ele me consolando, eu podia ouvir seus soluços e sabia que se vampiros pudessem chorar ele estaria chorando.

– Vem… – Edward levantou-se da cama e estendeu a mão para mim – Vamos caçar.

– Eu não quero…

– Mas nós precisamos estar fortes para estarmos preparados pelo que vem pela frente.

– O que vem pela frente? – Indaguei curiosa.

– Eu ainda não sei, mas se for preciso lutar para trazê-la de volta, eu vou lutar.

Sorri, me levantei e segurei sua mão.

– Ok… – Mordi os lábios.

– Você parece tanto com minha Bella – Puxou-me contra seu peito e beijou minha testa. – Até essa mania de morder os lábios… – Tocou meu queixo – Seus olhos são castanhos chocolates como os dela…

– Ela sempre disse que eu parecia com você. – Ri contra seu peito.

– Vou trocar de roupa e já desço para sairmos.

– Tudo bem… – Ele sorriu.

Corri para o meu quarto disposta a fazer tudo para ter minha mãe de volta.

PDV Bella

Minha garganta estava em brasa, era como se estivessem pegando fogo. Arrastei-me pelo chão e encostei-me na parede.

– Isabella… Está tão frágil agora… – Ergui meus olhos para encontrar Aro segurando um humano nos braços – Pensou na minha proposta?

O cheiro do sangue humano entrou em minhas narinas, enrijeci todos os meus músculos, impedindo que meu corpo agisse por conta própria.

– Eu não… vou me alimentar de sangue humano…

Fechei os olhos pensando em Renesmee, eu sabia que ainda era nova e se provasse do sangue humano seria difícil me controlar depois, eu me lembrava muito bem das dificuldades que Jasper tinha.

– Leve ela para o salão principal.

Felix e Demetri ergueram-me. Eu estava exausta, sabia que poderia morrer a qualquer instante. Eu precisava de sangue… mas não sangue humano, se eu o provasse, não poderia ficar perto de minha filha, e eu morreria se fizesse algo à ela.

[…]

– ISSO É IMPOSSIVEL! – Caius se exalto – VAMPIROS NÃO PODEM TER FILHOS.

Ri baixo.

– Eu não era humana quando fiquei grávida de Renesmee… – Sussurrei – E vocês não tem nada a vê com nossa vida.

– Você criou uma aberração, isso é contra as regras!

– Ela não é uma aberração… – Rosnei – E eu posso provar!

– Então traga-a até nós. – Aro pediu.

Eu nunca faria isso, eu sabia que ele ia querer que minha filha se tornasse uma de suas marionetes, e eu nunca permitiria isso.

– Não! – Vociferei – Mas eu posso lhe mostrar… – Estendi minha mão.

Aro caminhou até mim e pegou minha mão.

– Eu não vejo nada… – Rosnou.

– Ah… – Dei um sorriso torto – Só um minuto.

Joguei meu escudo para fora – com muita dificuldade, por eu estar fraca.

Aro fechou os olhos apreciando cada lembrança e pensamento meu.

– Ah… – Soltou minha mão. – Eu nunca vi algo assim…

– O que? – Marcus indagou.

– Metade humana, metade vampira… – Sussurrou Aro.

A respiração de todos os vampiros cessaram, Caius parecia assustado com algo.

– Como aquela vampira…

– Sim. – Aro soltou minha mão e caminhou de volta para sua cadeira. – Tão perigosa como ela…

– Não! – Neguei – Renesmee não é perigosa!

– Como você pode saber? – Riu – Ah uma mestiça quase igual sua filha, e ela quase destruiu Volterra.

Felix aproximou-se de Aro e tocou sua mão.

– Sim meu filho, leve-a.

Não pude reagir logo três vampiros estavam segurando-me.

PDV Renesmee

Em nossa excursão de caça pude conhecer Edward melhor, então entendi o porquê de minha mãe ser tão apaixonada por ele.

– Você poderia pensar em sua mãe? – Edward pediu – Faz tempo que não a vejo, não tive oportunidade de vê-lá em sua mente.

– Tudo bem…

Segurei sua mão e lhe enviei as melhores imagens de minha mãe, mas ele pulou para longe.

– O que… – Indaguei confusa – Ah, desculpa, você não sabia né?

– O que foi isso? – Arfou.

– Meu dom – Dei de ombros – Minha mãe disse que é o inverso do que você faz, mas eu preciso tocar a pessoa para lhe passar imagens.

– Ah… – Coçou a cabeça meio sem graça.

– Vamos embora. – Pedi.

– Claro.

Corremos para a minha casa, quando estávamos entrando no quintal Edward segurou meu braço.

– Espere! – Alertou – Sente esse cheiro? Tem um vampiro por aqui…

– Deve ser um dos Cullen… – Dei de ombros.

– Não, eu conheço o cheiro dos meus irmãos… – Revirou os olhos – Pare de falar o nome de nossa família como se você não fizesse parte dela.

– Me desculpa… – Sussurrei – Só não estou acostumada.

– Ei Edward!

Virei-me em direção ao som da voz.

– Jacob! – Sorri.

– Quem são eles? – Edward cerrou os olhos, de certo estava lendo a mente de Jacob.

– Não sei, mas conhecem o medico sanguessuga.

– Leve Renesmee pela janela, não quero que ela desça enquanto eu não saber o que eles querem aqui.

– Pode deixar. – Jacob assentiu – Vou cuidar dela.

– Eu sei… – Edward riu – Se não cuidar vai correr com três patas.

Jacob segurou minha mão e me puxou para a lateral da casa, entramos pela janela do meu quarto.

– Shhh… – Fiz sinal para que Jacob ficasse em silêncio. Abri a porta do quarto e caminhei até a escada onde eu poderia ouvir melhor.

– Meu filho, esses são Josh e Katharine. – Era a voz de Carlisle.

– O que eles querem aqui?

A voz de Edward era ríspida.

– Ficamos sabendo que vocês também possuem uma hibrida. – Era a voz de uma mulher

– Como ficaram sabendo?

– As noticias correm, e ficamos sabendo também que eles seqüestraram sua mulher. – Murmurou o dono de uma voz grossa e rouca.

– Meu filho, Katharine e Josh também possuem uma filha hibrida, mas ao contrario de Renesmee ela é metade bruxa e a outra metade é vampira.

Bruxa? Isso existe mesmo?

– Eu e Katharine nos conhecemos em uma época difícil, em que vampiros não se relacionavam…

– Mas isso aconteceu a mais de 1000 anos! – Edward interrompeu.

– Exato! – O homem riu – Nós temos mais de 1000 anos.

– Então vocês são os pais da hibrida que quase destruiu Volterra?

O tom que Edward usou era surpreso. Minha mãe já havia me contado sobre Volterra, ela disse que era um clã de vampiros mais fortes, eles são a realeza do nosso mundo.

– Sim, minha filha Annie… – A mulher desconhecida falou.

– Ela teve seus motivos – O homem rosnou – Eles queriam queimar minha mulher viva, só por ela ser bruxa.

– Onde está sua filha? – Carlisle indagou.

– Não sabemos exatamente a onde. Ela sempre está se mundo, mas há dois meses atrás a encontramos na América do Sul.

Então essa vampira/bruxa poderia me ajudar a achar minha mãe? Eu poderia pedir a ajuda dela, ela odeia os Volturi, talvez ela…

– Tcs… tcs… tcs… Que coisa feia Renesmee, ouvindo a conversa dos outros.

Dei um pulo com a voz de tia Rosalie em meu ouvido. Dei dois passos para trás e senti meu pé errar o degrau me fazendo cair da escada.

– Tia! – Resmunguei – Que susto!

– Renesmee? – Edward caminhou até mim e parou. – Desse ângulo você parece com sua mãe…

– Desastrada… – Jacob zombou.

Bufei. Edward esticou a mão para me ajudar a levantar, eu recusei, girei para o lado e me levantei.

– E orgulhosa como a Bella… – Emmett gargalhou – Não tenho Bella mais para me divertir, mas tenho a filha dela.

– Idiota! – Rosnei.

– Até o modo de falar… – Sorriu – A felicidade está de volta em nossa casa!

– Emmett essa não é nossa casa. – Tia Rosalie socou sua nuca – Pare de atormentar Nessie.

– Me responda uma coisa… – Ele se aproximou de mim. – De onde sua mãe tirou esse nome?

Eu estava pronta para dar o dedo do meio para ele, mas me lembrei que ele era meu tio.

– Está vendo minha mão… – Ergui minha mão direita. Edward riu.

– Claro que to!

– Então fala com ela.

Dei as costas para ele e fui até a cozinha, eu estava muito nervosa, precisava comer algo… Doce. Corri para a cozinha procurar um doce para me acalmar…

– Não fique assim, Emmett é um idiota. – Edward veio atrás de mim.

– Tudo bem. – Dei de ombros – Quem são aqueles dois?

– Velhos amigos de Carlisle.

– E a tal filha deles? – Mordi os lábios – Ela poderia nos ajudar a pegar mamãe?

– Pelo que ouvi Annie é fria, não nos ajudaria. – Suspirou – No que está pensando?

– Nada…

– Então porque está me bloqueando?

– Porque gosto de privacidade. – Sorri.

– Espero que não faça nenhuma bobagem.

– Eu?!

Coloquei a mão sobre meu peito, surpresa.

– Espero que não seja tão teimosa quanto sua mãe…

Assenti. Eu não ia fazer nenhuma bobagem, eu ia fazer o que era preciso, com a ajuda com Cullen ou sem.

***

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  1. Adogei!!!

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